O Conhecimento é tudo!!!


                                                 

Dom Casmurro

 

Uns dizem que fora traído, outros alegam que não. Mas na realidade o que Machado de Assis quis e ainda quer mostrar-nos é a essencial ambigüidade que estrutura o texto.

Dom Casmurro assim alcunhado por um vizinho que sempre lê uns versos para ele dentro do trem, resolve escrever sobre a história da sua vida. Capitolina, tida por José Dias como uma moçoila possuidora de um olhar oblíquo e dissimulado, vem a conquistar o coração do nosso fraco Bentinho. Sim, fraco. Capitu no decorrer do livro mostra-nos o quanto é fria, calculista e não tem nada de ingênua.

 

Na realidade, a história contada pelo nosso seminarista Bento Santiago, ou Dom Casmurro, não passa de uma história banal. O que importa realmente é o romance e não a história que é contada. (Temo que algumas pessoas achem que romance e uma história de amor, sejam a mesma coisa).

 

Pensava eu, que as histórias machadianas, fossem mais banais, porque sempre chegam até mim para falar de Machado como um escritor detalhista e etc. Pelo menos não noto neste livro, o que me fora dito. Porém o livro é marcado por ora, por algumas digressões no meio do livro. Casmurro conta sua história, mas as vezes interrompe-nos para que paremos de ler o livro, ou mesmo para que ele possa nos contar algo que tenha deixado passar sem que lhe percebesse. Machado torna-se para mim a partir de agora um ponto para pesquisa da literatura brasileira.

 

por Nathan Matos

 



Escrito por Nathan Matos às 17h32
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Fogo Morto

 

Mais uma vez Lins do Rego nos surpreende. Surpreende-nos pelo motivo de repetir os seus personagens nesta história, repete-os, mas de uma maneira silenciosa. No livro descobrimos três personagens que tem a “mania de superioridade”. O velho seleiro Amaro, diz que não leva grito de ninguém. Capitão Vitorino não baixa a voz nem mesmo para o cangaceiro Antônio Silvino e ainda temos um terceiro, que é o senhor de engenho, Lula de Holanda que possui uma mania de grandeza.

 

É relatado no livro a simplicidade e ao mesmo tempo a intelectualidade do povo do sertão. Mário de Andrade já dizia que os personagens mais cultos e de mais difíceis compreensão são as pessoas que para os cultos, não sabem de nada, são gente simples. Lins do Rego mostra-nos como o povo gosta das maneiras dos cangaceiros ao invés de preferirem aos praças, os policiais, primeiro porque  os cangaceiros respeitam as famílias, tiram dos grandes para darem aos pobres. E o batalhão que vem para o sertão para acabar com os cangaceiros, leva tempo em prender inocentes e sempre chicotea-los em vez de prender os cangaceiros. José Amaro, homem de fibra que vive em sua casa na terra do senhor Lula de Holanda, que com o passar dos anos vai ficando meio aluado, vive com sua mulher e filha.

 

Os personagens que vivem no livro já são conhecidos pelos leitores de Lins do Rego, e as personalidades de alguns novos personagens lembram-nos outros de outros livros seus.

 

Temos na imagem do Mestre José Amaro, um homem solitário, perdido em seu tempo, tido como lobisomem por andar a noite. Pela primeira vez faltam-me palavras para um livro de Mestre José Lins do Rego. O que foi dito por mim aqui não tem muita importância. O que importa no final da leitura deste livro, é tentarmos  descobrir por que Mestre Amaro, crava-lhe no peito, uma faca. Diz adeus ao seu mundo, a sua terra, deixando poucos chorosos em seu leito. Este seleiro que visou o tempo todo não perder tempo com vida alheia e de sempre estar carrancudo, era alvo de sua gente. Tratado por alguns como assassino, tendo até sua própria mulher com medo de si. Amaro, não se suicida, ele é “assassinado” incompreensivelmente pelos seus, tendo em vista no final que ele já não vos pertencia, sendo agora somente de sua terra.

 

por Nathan

 



Escrito por Nathan Matos às 18h42
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 OBSERVAÇÕES SOBRE O SENTIMENTO DO BELO E DO SUBLIME

 

Primeira Seção: Objetos Diferentes do sentimento do belo e do sublime

Kant manter-se-á como observador mais do que como filósofo, neste ensaio. Provêm de das diferentes sensações de contentamento as satisfações de alguns homens sentirem intensa repugnância que alguém sente por algo de todo indiferente a outra pessoa.

Kant nos fala em um sentimento refinado, este sentimento é no qual pode-se desfrutar mais demoradamente sem saciedade e prostração é de dupla espécie: o sentimento do sublime  e do belo.

A noite é sublime, o dia é belo. O sublime comove, o belo estimula.

O estado do sublime se ramifica em três estados podemos dizer assim: terrível, nobre e o magnífico. Por exemplo, uma longa duração do tempo é sublime. Caso pertença a um tempo passado, é nobre;

Antevista num futuro imprevisível, possuiria em si qualquer coisa de terrível.

O sublime precisa ser simples, o belo pode ser adornado. Já consegue notar-se alguma diferença entre estes sentimentos? Podemos dizer que o sublime é sério como um adulto de idade avançada e que o belo possui traços joviais.

 

Segunda Seção: Qualidades do sublime e do belo no homem em geral

“Na natureza humana, jamais se encontram qualidades louváveis sem que, ao mesmo tempo, suas anomalias nos conduzam através de infinitas variações , até a mais manifesta imperfeição.”

Neste comentário, ele fala, das qualidades morais, que na medida em que se unem a virtude, tornam-se nobres. Ele nos diz também que a compaixão é benigna, mas todavia, fraca, e sempre cega. Esta compaixão que nos faz participar do destino de outros homens. Ela é fraca, por que Kant supõe que este sentimento nos conduz a ajudar um necessitado, mas ficamos assim em débito com outro homem, privando-nos da condição do dever da justiça. E fala mais, fala sobre a benevolência, a amabilidade, fala sobre a importância dos sentimentos de honra que vem a ser um sentimento refinado.

“A verdadeira virtude, só pode ser engendrada na consciência de um sentimento que vive em cada coração humano...”

Kant irá relatar-nos sobre os estados de espírito do homem; melancólico, sangüíneo e colérico. Definindo os três nesta segunda seção, faz com que no final da leitura observemos que somos um pouco de cada estado de espírito que ele mostra. E ele termina a seção dizendo:

“Fazemos injustiça uns aos outros, quando nos desembaraçamos de alguém que não vê o valor ou beleza daquilo que nos comove, alegando que não compreende”.

 

Terceira Seção: Diferenças entre o sublime e o belo na relação dos sexos

Kant vêm nos falar como diz o título da seção, entre homens e mulheres, onde a mulher possui um sentimento por tudo que é belo. Gracioso  e adornado. A mulher é sensível a tudo que possa vir a produzir asco. Kant diz que desde muito cedo a mulher possui um sentido de decência, enquanto o homem ainda é deselegante e intratável.

A mulher é quem faz com que o homem torne-se mais refinado, para que assim ele venha à aproximar-se dela.

A mulher sabe que os homens são fracos diante da atração natural de uma mulher. Ele diz que o grande conteúdo da ciência feminina é o homem. E que sua filosofia não consiste , observar bem, em raciocinar, mas em sentir. Ele crê que a mulher quer sempre estar bela ao invés de ter que pensar, deixando esta parte nobre ao homem. Diz que : “a mulher pode sentir-se embaraçada por ser desprovida de grandes idéias,mas que para ele basta ser bela que já agrada.” .

Fala que a velhice é a grande devastadora da beleza, tudo deve correr conforme a ordem natural, as qualidades sublimes e nobres devem pouco a pouco tomar o lugar das belas, fazendo  com que ao envelhecer, deixemos de ser objeto de amor, mas que nos tornemos cada dia mais dignos de um grande amor

 

Obs: Na quarta seção deparo-me com o racismo e o preconceito de Kant para com os “selvagens” da América. Mesmo sendo ele quem é, e levando em consideração o tempo em que viveu, creio que ele como grande pensador não deveria pensar horrivelmente assim. Falando mal das religiosidades dos negros e não levando nada em consideração destes.

Fora isso a leitura do livro é muito boa.

 

 por Nathan Matos



Escrito por Nathan Matos às 20h44
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