
Água-mãe
“A inteligência dera ao homem o germe da sua destruição, separando o corpo da alma.”
Declarado o melhor romance de 1941, volto a aplaudir meu querido Lins do Rego. Tendo lido Riacho Doce ,que achei ser o seu livro mais fraco, Lins do Rego aparece depois com esta beleza de obra.
O romance intercala as ações quem acontecem em três famílias de classes sociais diferentes, mas ao mesmo tempo fazendo com que as três unam-se em uma só. Como eu já havia falado na resenha sobre Riacho Doce, não é um personagem principal que faz sua história e sim a coletividade entre os personagens.
Álvaro Lins acha que o personagem principal venha a ser o Destino. Não discordo, porém não posso deixar de dizer, que para mim, que o mistério que se esconde por trás da Casa Azul vem a ser algo que não podemos deixar por esquecido.
Rego mais uma vez vem tratar da morte, almas que aparecem à quase todos. Parece-me que ele tinha alguma ligação com espiritismo, não afirmo, suponho.
Após anos em ruína, esta casa que fora maltratada pelo tempo e que não perdera a imponência foi comprada por uma família rica do Rio, os Mafras. Logo quando chegam os engenheiros para verificarem o estado da casa, os viventes de ali perto dizem que vão novamente mexer com a morada do diabo.
As três famílias ocorrem dissabores enormes. Aqui Lins do Rego traz a tona pela primeira vez um jogador de futebol, Joça. Vindo de família humilde, como costumam dizer, ele consegue atingir seu apogeu em pouco tempo por ter sido levado ao time do Fluminense por um dos Mafras. Em menos de dois anos atingira a seleção, mas em apenas dois anos ele pudera usufruir de seu talento.
Mortes acontecem nas três famílias. Paulo Mafra um escritor chama atenção por escrever um livro que a sociedade vê de forma diferente da que ele queria que fosse visto. E o modo como ele quer trazer tudo que tem em sua imaginação à tona é esplendido.
Termino aqui, não alongarei-me em falar mais sobre o livro pois este mesmo é de uma excelência indiscutível.
Água-Mãe/ Jose Lins do Rego;9a Ed.-Rio de Janeiro: J.Olimpyo
Escrito por Nathan Matos às 21h59
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