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Ninguém escreve ao Coronel

 

Esta é a segunda obra de Gabriel Garcia Márquez, e a primeira lida por mim, que dá inicio ao ciclo de Macondo.

Gabriel escreve de forma simples, não simplória. Um modo de escrever acessível a todos os tipos de leitores. A história é simples e não se alonga muito. Um coronel reformado que espera pelo pagamento de sua aposentadoria todas as sextas-feiras, quando a correspondência chega de lancha. O homem vive com sua mulher asmática e com um galo de briga que pertencera a seu filho.

Márquez em determinados momentos pode fazer com que pensemos em ter pena do velho casal, sentimento este que acho ser o pior entre todos os sentimentos, mas vemos realmente quem são os culpados pela mazela dos velhos. Quem são?

Mais uma vez, somos nós, seres capitalistas que aqui jazem neste planeta imundo.

Para alguns críticos é a mais demolidora critica à burocracia feita desde Gogol.

O livro é emocionante apesar de ser pequena sua narrativa, mas o texto é totalmente denso, apesar de já ter dito que é simples. O modo como Garcia termina o livro surpreendeu-me com uma enorme gargalhada e acho que teria dado a mesma resposta que o velho coronel.

Por terminar adianto-me em dizer que Gabriel Garcia Márquez não pode faltar em qualquer biblioteca que seja e termino com uma frase que me pareceu mais um aforismo:

“A ingratidão humana não tem limites”.

 

por Nathan Matos

 



Escrito por Nathan Matos às 22h03
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Água-mãe

 

“A inteligência dera ao homem o germe da sua destruição, separando o corpo da alma.”

Declarado o melhor romance de 1941, volto a aplaudir meu querido Lins do Rego. Tendo lido Riacho Doce ,que achei ser o seu livro mais fraco, Lins do Rego aparece depois com esta beleza de obra.

O romance intercala as ações quem acontecem em três famílias de classes sociais diferentes, mas ao mesmo tempo fazendo com que as três unam-se em uma só. Como eu já havia falado na resenha sobre Riacho Doce, não é um personagem principal que faz sua história e sim a coletividade entre os personagens.

Álvaro Lins acha que o personagem principal venha a ser o Destino. Não discordo, porém não posso deixar de dizer, que para mim, que o mistério que se esconde por trás da Casa Azul vem a ser algo que não podemos deixar por esquecido.

Rego mais uma vez vem tratar da morte, almas que aparecem à quase todos. Parece-me que ele tinha alguma ligação com espiritismo, não afirmo, suponho.

Após anos em ruína, esta casa que fora maltratada pelo tempo e que não perdera a imponência foi comprada por uma família rica do Rio, os Mafras. Logo quando chegam os engenheiros para verificarem o estado da casa, os viventes de ali perto dizem que vão novamente mexer com a morada do diabo.

As três famílias ocorrem dissabores enormes. Aqui Lins do Rego traz a tona pela primeira vez um jogador de futebol, Joça. Vindo de família humilde, como costumam dizer, ele consegue atingir seu apogeu em pouco tempo por ter sido levado ao time do Fluminense por um dos Mafras. Em menos de dois anos atingira a seleção, mas em apenas dois anos ele pudera usufruir de seu talento.

Mortes acontecem nas três famílias. Paulo Mafra um escritor chama atenção por escrever um livro que a sociedade vê de forma diferente da que ele queria que fosse visto. E o modo como ele quer trazer tudo que tem em sua imaginação à tona é esplendido.

Termino aqui, não alongarei-me em falar mais sobre o livro pois este mesmo é de uma excelência indiscutível.

 

Água-Mãe/ Jose Lins do Rego;9a Ed.-Rio de Janeiro: J.Olimpyo

 



Escrito por Nathan Matos às 21h59
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Ao Deus Desconhecido

 

John Steinbeck um californiano que veio ao mundo 1902 foi um grande escritor. Ganhou o Nobel de Literatura em 1962 com o seu mais celebre livro: Ratos e homens. Não li ainda, li Ao deus desconhecido.

Eu não gostei muito da narrativa do livro, apesar de Steinbeck escrever muitíssimo bem, isso é obvio.

Um homem que não se contem em conviver com seu pai ate sua morte, vai atrás de ganhar novas terras, pois se vê que ele não é um homem que fique enraizado em apenas um lugar. Podemos notar que ele ama a natureza, vive pra ela e por ela. O local em que ele vai, é uma terra fértil, mas que por lá já andaram as maiores secas que já se vira na região, mas o homem é teimoso e diz que não mais irá acontecer seca igual as anteriores.

Seus irmãos voltam-se todos para esta terra e após a morte de seu pai, a família esta novamente reunida.

Podemos ver a manifestação de três formas de cultiva a Deus, uma forma católica na qual um dos seus irmãos protestante não crê. E temos a forma que o personagem principal vê Deus e seu pai. Para ele seu pai após a morte “entrou” dentro do carvalho perto de sua casa.

 

Pelo que deu para sentir no livro é que Steinbeck quis que víssemos como este homem ama a natureza, encontrando-se unido a um riacho que vem encontrar por ventura de seu amigo índio, e que a seca ainda não o matou, ele fica ali ao lado daquele fino corredor de água que ele encontrar e fundi sua alma com aquele pedaço de terra, realmente é maravilhoso, mas tenho que dizer que acho que este livro não veio a ser um dos seus maiores escritos, pois realmente não indicaria para uma pessoa ler, mas apesar dos pesares, de agora em diante eu e a natureza tentaremos ser um só.

 

                      por Nathan Matos

 



Escrito por Nathan Matos às 21h05
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