O Conhecimento é tudo!!!


                                                         

 

Calígula

 

Calígula. Como posso descrever sobre esta peça? Pela primeira vez irei escrever sobre o que achei de uma peça. Já li as peças de Sartre e agora tenho o prazer de ler uma das de Albert Camus. Não sei como descrever toda a eloqüência que me fora passado, desta peça esplendorosa, realmente não sei.

O imperador de Roma, após perder sua irmã e amante, vaga por dias afora querendo o impossível, querendo a lua.

Calígula ao voltar dos seus transtornos absurdos irá agora desejar uma liberdade que mais só mais a frente irá perceber que era a liberdade errada.

O modo como o César mata, não é de todas as formas erradas, acho eu. Pois concordo com ele quando ele diz que ao negar ele reservou vida de milhares de pessoas, apesar de ele matar qualquer um a qualquer momento. Esta é a loucura de que todos os senadores temem, a morte deles pode vir quando o César tiver uma dor de cabeça, ou quando estiver insatisfeito, ou quando não quiserem rir no momento ordenado por ele.

Calígula atua como um louco, prestem muita atenção no que digo, atua, porque na realidade eu sei e você também observara que ele não é nenhum louco, ele apenas é um homem que deseja que o impossível venha tornar-se possível, afinal ele contem o poder de um imperador nas mãos.

Kerêa um de seus senadores em determinado momento da peça ele vos diz: “Não é a primeira vez entre nós que um homem dispõe dum poder sem limites; mas é a primeira vez que se serve dele ilimitadamente, a ponto de negar o homem e o mundo” e mais, este mesmo senador admite que Calígula faça toda a gente pensar, “E o que faz pensar é a insegurança e é por isso que tantos ódios o perseguem”.

Concordo com Kerêa, realmente Calígula utiliza seu poder ilimitadamente, mata na hora que bem quer, mas isso é que nos faz com que os senadores pensem mais a respeito do que realmente vale, se o Tesouro Nacional é mais valioso que a vida.

Calígula se acha livre, só ele obtém a verdadeira liberdade. Calígula é um suicida superior, ao dizer de Camus, pois ele prepara uma conspiração a seu favor, fazendo com que seus inimigos venham a matar-lhe ou tentarem.

 E é isso Calígula é fantástico, vale a pena utilizar seu tempo nesta leitura e como diria Calígula, o César de Roma:

“Os homens morrem e não são felizes”.

 

 

 

             por Nathan Matos

 



Escrito por Nathan Matos às 21h25
[ ] [ envie esta mensagem ]


                                                                        

O Estrangeiro

“Sim o homem é o seu próprio fim. E ele é o seu único fim...”

Camus me fez delirar neste seu primeiro livro publicado, o Estrangeiro.

Camus dedicou-se a explorar sobre o absurdo, mostrando-o como uma dimensão presente em nossas vidas. O absurdo encontra-se em todos os seus livros como uma força própria da natureza humana.  O livro trata do homem absurdo. Trata praticamente do nosso modo de viver. O homem absurdo para nós acaba sendo a encarnação da mediocridade humana.

 

O livro, a narrativa, ocorre sobre o que Mersault, um homem, que para ele tanto faz viver ou não. Mersault é o homem que ama por amar, briga por brigar, não acha nada de ninguém em momento algum.

A vida banal de Mersault até o momento do crime processa-se dento do clima do absurdo da vida humana, que só pode ser apreendido e vivido, não tem como ser explicado.

O crime deste homem nada lhe altera o comportamento, enfrenta a justiça do mesmo modo que vivera até então.

Este crime cometido por Mersault nada mais é do que apenas uma desculpa para que ele seja culpado basicamente por tudo que ele fez na vida, o modo como ele viveu sua vida.

Levado a julgamento, às vezes pergunta- se, e eu também, se ele está ali para ser julgado pelo crime cometido ou pelo que fez na vida.

Julgam a morte de sua mãe como se fosse culpa deste, por não ter chorado em seu velório, por ter ido amar no dia seguinte a morte de sua falecida mãe. Por isso e mais, ele é considerado um homem inescrupuloso.

Camus aborda o tema da morte mais uma vez. Morrer agora condenado pelo júri não faz diferença a este homem-absurdo do que morrer daqui a vinte ou trinta anos. Mas mesmo assim ele não deixa de sentir medo da morte.

Para Pierre de Boisdeffre o livro : “não é uma narração que temos, é uma coisa que se impõe a nós como o ar e a luz. Frases curtas, impessoais; nada de discursos, ações simples, miúdas, tão simples e tão miúdas que se tornam embaraçosas, enormes. Nada de sentimentos, sobretudo nada de sentimentos e eis que as lágrimas nos vêm aos olhos”.

 

Boisdeffre disse tudo que eu gostaria de poder relatar com minhas palavras, mas mesmo assim ainda acrescento algo.

Mersault faz vermos o modo que realmente julgamos os outros, o modo que vivemos e a infelicidade que temos em viver.

Este livro me fez ver realmente que a espécie humana é de toda sim medíocre, como foi dito acima.

“Camus mostra-nos mais uma vez como existe um mal entendido irreparável entre o homem e o mundo.”(Pierre de Boisdeffre)

 

                                         por Nathan Matos

 

 

O estrangeiro/ Albert Camus; tradução de Valerie Rumjaneck-14 ed.- RJ:Record, 1995.

 

 

 

 



Escrito por Nathan Matos às 21h34
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico
05/03/2006 a 11/03/2006
05/02/2006 a 11/02/2006
29/01/2006 a 04/02/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
27/11/2005 a 03/12/2005
13/11/2005 a 19/11/2005
30/10/2005 a 05/11/2005
23/10/2005 a 29/10/2005
16/10/2005 a 22/10/2005
09/10/2005 a 15/10/2005
02/10/2005 a 08/10/2005
25/09/2005 a 01/10/2005
11/09/2005 a 17/09/2005




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 Linteratura Fantástica!
 Nem Todos São Arte!!!
 Humor Danilo
 Caminhos Literários