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A Peste

 

Não sei como devo começar dessa vez a escrever sobre este romance de Camus. Devo confessar que pude sentir a peste dentro de mim, e creio que os leitores que vierem a ler o mesmo, saberão do que estou a falar.

Só ficamos sabendo quem é o narrador da história na última página. Podemos ver como ele viu tudo que se passou ao seu redor, sem inventar nada e sem falar sobre partes da cidade de Orã que ele não pode ver pois estava atendendo vários doentes pelos inúmeros hospitais auxiliares que na cidade se formara por causa da peste.

Rieux é um médico que não crê em Deus, acredita sim na saúde do homem. Este tem a mulher fora da cidade para tratar de uma doença antes que a peste invada toda a cidade. Quando Tarrou, um hospede de um hotel que vem a conhecer o médico inquire o porquê de ele ajudar as pessoas, o doutor responde que não sabe, só possui essa profissão por que era difícil sua vida antes, ser um filho de operário, e diz que escolhera a profissão de medico abstratamente. . Tarrou é o tipo de personagem que devemos prestar bastante atenção, pois ele só vem a falar nos momentos certos.

Temos a retratação de um capitalista na pele de Cottard que “ama a peste”, pois ele vem ganhando fortuna com os viveres que vem contrabandeando para dentro da cidade. Temos nele a percepção verdadeira de um capitalista até mesmo na hora da “desgraça”. Tanto é que no decorrer do livro, o narrador nos faz saber que os ricos continuam ricos, e que os pobres só se igualam a esses na hora da morte.

 

O narrador quer que entendamos que não existe um herói neste livro, mas indica que se houver um, este será “insignificante”.

O livro nos mostra que o frio, fome, miséria, amor, doçura, morte, alegria deixam de ser estados naturais do homem para se tornarem mitos

Realmente tenho que dizer que este livro é totalmente realístico para mim. No momento em que sabemos que cada um de nó já vive com a peste dentro de si mesmo e que ela não é apenas uma doença. Tanto é que Tarrou vem a nos dizer que ele mesmo já vivia disso.

Tarrou não é o personagem principal e nem ninguém o é. Sabemos quem realmente vem a ser, posso ate ser um pouco insensato em dizer que temos dois personagens principais que confundem-se em um só: a peste no homem.

A morte é a todo tempo tratada no decorrer do livro, uma bela descrição dos sentimentos que sentimos no começo de uma devastação como a peste, mas que depois, lagrimas não mais rolarão por o coração ter-se acostumado a tanta miséria. Não posso deixar de terminar sem mostrar-lhes uma pergunta que vi que mostra toda a essência do livro:

“Mas o que vem a ser a peste? É a vida nada mais.”

 



Escrito por Nathan Matos às 18h53
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Bodas Em Tipasa

 

Foi por mim o primeiro livro de Albert Camus lido. Devo dizer que de começo quis entender qual é o tipo de escrita que ele nos passa em Bodas em Tipasa. Pude notar que é uma conversa com o leitor. Ele fala das cidades onde ele próprio já vivera.

Albert Camus nos traz à tona a condição do homem no mundo, para Camus não importa saber qual o motivo da vida e sim saber vive-la.

Faz nos ver que temos que aprender a gozar a natureza.

Camus é um existencialista humanista. Ele vêm de uma linha de raciocínio parecida com a de Sartre, tanto é que Sartre em seu livro, O Existencialismo é um humanismo, ele cita Camus.

Albert Camus não acredita que a morte seja uma porta de entrada para uma nova vida, para ele, o homem vive fingindo ser um ator para poder cumprir o oficio de homem.

Camus é realmente fenomenal, um homem que foi um dos escritores mais jovens a receber o prêmio Nobel de Literatura aos quarenta e quatro anos. Pena que para a humanidade seu legado tenha ficado incompleto, pois Camus veio a falecer dois anos mais tarde em um acidente de automóvel, quando o carro em que ele se encontrava fora de encontro a uma arvore.

Pierre de Boisdeffre me mostrou uma definição que achei magnífica:

Camus representa igualmente o movimento filosófico que traz o nome de existencialismo e que para caracterizar a situação do homem no universo, recusa-lhe qualquer significação própria, nela só vendo o absurdo.”

Albert Camus torna-se um escritor que de qualquer maneira tem de ser lido por todos os leitores do mundo.

“Liberdade para o homem, não passa de um luxo que pode esperar.”(Albert Camus)

 



Escrito por Nathan Matos às 19h58
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