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Intransitivo: Designativo dos verbos que exprimem qualidade ou estado, ou, ação que não passa do sujeito a nenhum objeto: estar, correr, existir.

Amar, verbo intransitivo. Mário de Andrade neste livro nos mostra uma forma diferente de escrever. Sem regionalismos. Tenta expressar literalmente o modo como ele mesmo fala. O livro não possui capítulos como é de praxe. O texto é construído por momentos, o narrador na maioria das vezes é quem traz a tona as mudanças de cenários, assim entendemos como o começo de um novo capitulo.

O livro foi classificado por Mário como “idílio”. O romance é modernista. A história passa quase o tempo todo dentro da casa em que a governanta Fräulien, que também é a professora de amar, atua.

Esta professora nos faz ingressar na alma das mulheres, Mário de Andrade quer que prestemos atenção na evolução de Carlos,  “seguindo passo a passo a doutrina freudiana”, assim ele fala nos seu pósfacio.

Sousa Costa paga a Fräulien para que ensine seu filho a amar, para não cair em mãos erradas, como mulheres da vida. O pai faz isso escondido da mãe. Mas ao saber, acha melhor deixar com que a professora continue em sua empreitada. A governanta não costuma apaixonar-se pelos seus aprendizes, mas Carlos é diferente, sincero, honesto, algo que nunca havia visto antes.

Mesmo assim ela não demonstra a ele o quanto o ama. Após algum tempo, Souza Costa acha que já passara tempo o bastante para o rapaz aprender, e agora quer faze-lo aprender a perder um amor.

Assim o faz. Fräulien vai-se embora, sem sabermos se recebeu os oito contos que era para receber no final de tudo. Assim Carlos perde-se momentaneamente dentro de sua alma.

Os pais perturbam-se com aquilo, mas sabem que irá passar. Mário de Andrade nos envolve neste livro de uma maneira nova, com argumentos inéditos para mim.

Foi o primeiro livro deste escritor que vim a ler, acho que não suguei nenhuma parcela mínima do que o autor quis mostrar.

Apesar dele a todo momento discutir conosco, interagir com o leitor a todo momento, você fica na duvida se realmente aquilo que ele nega , não é o que está acontecendo.

“Carlos não passa de um burguês chatíssimo do século passado. Ele é tradicional dentro da única cousa a que se resume até a gora a cultura brasileira: educação e modos.”

Assim termina Mário dizendo sobre o que realmente foi, é e será Carlos.

 



Escrito por Nathan Matos às 17h05
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Como disse Mario de Andrade: “Riacho Doce não repete nenhuma das obras anteriores do seu autor, mas repete Lins do Rego em tudo quanto faz o romancista que ele é.”

Como poderei eu, um mero ser mortal, duvidar de um monstro sagrado como este? Mas que fique bem claro que só li o prefácio depois de ter lido o livro, por isso fica dito que minha opinião fica parecida com a dele. Posso opinar sobre este livro, acho eu, por ter lido todos os seus sete livros anteriores que foram magnificos. Acho então que esse romance não foi o melhor de Jose Lins do Rego, mas mesmo assim não deixa que a simplicidade da língua e a complexidade de seus personagens passassem desapercebidos.

 

O livro é dividido em três partes. A primeira se passa na infância de Eduarda. Esta que ama sua boneca que possui o sopro da vida. Edna ama sua professora de um modo que chegamos a pensar que sua professora poderá vir a usufruir disto. Mas logo percebemos que Ester ama sua aluna mais que tudo nesse mundo. Na primeira parte, notei que Lins do Rego, pelo menos para mim, passou que ate mesmo as crianças possuem pensamentos “horríveis” e que elas podem cometer atos muito atrozes.

 

Como diria Sartre : “A criança é o espelho da morte.”. Peco em dizer esta frase para falar sobre a infância de Edna. Mas esta criança em nenhum momento teve crise alguma enquanto possuía sua “boneca” só para si, ate que um adversário aparece para dividir o amor de sua professora por ela e seu amante.

 

Na segunda parte, Edna vem para o Brasil com o marido que vem para o país atrás de dinheiro. Pois gostaria de voltar à sua terra mais rico. Rego nos mostra que o ser humano tem gana para ganhar dinheiro, joga tudo para o ar e vai atrás dos seus “sonhos”, vão atrás dos que darão mais dinheiro.

È neste momento em que Edna tem visita freqüente da solidão. Pois o marido não para mais em casa por causa do trabalho e começa a beber. Eduarda já não sabe se mudar de país fora bom para ela e se ter casado fora bom para si mesmo.

 

No terceiro momento, Nô reaparece em Riacho Doce, um mulato de voz bonita que encantava já a todas as mulheres mas nunca se apaixonara. E Edna, como é de se esperar apaixona-se por ele.

 

Basicamente fiz um resumo, coisa que já me disseram não ser legal fazer sobre os livros. Mas fica ruim para mim falar sobre o livro. Pois bem, a simplicidade da língua que Lins do Rego nos mostra, não faz com que o livro seja fraco. Pelo contrario, torna-se de fácil compreensão para todos. Como já foi dito a complexidade da historia é enorme, assim achei. Pois uma moça que goza com as águas do mar em suas entranhas, não é para ser de fácil compreensão. A psicologia por trás deste romance nem tanto forte é um dos pontos fortes. Ela lida com as crenças e os amores. Mostra-nos que o amor, infelizmente ou felizmente, é necessário para todos nós...

 

 



Escrito por Nathan Matos às 19h32
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