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Escrito por Nathan Matos às 20h41
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Ensaio sobre a lucidez

 

                                Uma votação ocorre. Na capital, os votos em brancos chegam à oitenta e três porcento na segunda votação. A primeira que ocorrera não havia passado de setenta por cento. José Saramago é quem nos traz este ensaio magnânimo sobre a lucidez. O primeiro livro dele lido por mim. Infelizmente não tive como ler o ensaio que precede este: Ensaio sobre a cegueira. Neste determinado ensaio publicado no de 1995, foi o primeiro a falar sobre este país fictício em que à quatro anos ocorrera uma cegueira total em todos os cidadãos, somente não ocorrendo a uma mulher que vem a ser julgada nesse livro do qual li, Ensaio sobre a lucidez.

                                O que os habitantes dessa cidade propõem não é a substituição do governo que atua neste momento, mas eles propõem um questionamento permanente sobre esta democracia que ocorre no país. O mais engraçado é que nem o governo, a mídia e a policia acreditam que quase toda a população de uma cidade tenha pensado exatamente igual tendo votando em branco.

                                A cidade é posta em estado de sitio. O governo assim pensa que trará o caos a cidade pedindo que os governantes voltem e a policia também, sim, porque qualquer forma autoridade fora tirada da cidade por ordem do presidente. Mas ao contrario a cidade continua do mesmo modo como dantes. Se duvidarmos estará até melhor.

                                Saramago realmente me surpreendeu. Sinceramente eu não tinha em mente que o poder de escrita deste senhor de Portugal fosse de tamanho “poder”. Sim, porque o livro fez-me arrepiar em três ou em quatro ocasiões incríveis que teríamos hoje dado o nome de atos revolucionários. Porque não é todo dia que se vê o que essas pessoas fizeram neste livro. Creio portanto este ser um livro que não deva faltar a nenhuma biblioteca e a nenhuma pessoa que goste de ler uma magnifica literatura.

 

Serviços: Ensaio sobre a lucidez/ José Saramago.-São Paulo:Companhia das letras, 2004.

 



Escrito por Nathan Matos às 15h19
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Eurídice

 

                               Este é o décimo primeiro romance de José Lins do Rego que veio a tona no ano de 1947. Lins do Rego é fantástico, que fique claro minha opinião sobre ele. Neste romance singular, Lins do Rego faz-nos devorar seu livro num ímpeto só. O que se passa no livro é de uma serenidade imensa.

                               Júlio, o qual não teve uma infância digna, digamos assim, cresceu de uma forma introspectiva. Ele é o narrador de sua própria história e, que aos poucos conversa conosco para informar-nos que sua narrativa está sim dizendo o que na realidade ele viveu, sentiu e sente no momento em que nos conta sua narrativa. Preso, ele resolve fazer com que o tempo venha a passar no decorrer em que ele escreve sobre si e sobre os que ao seu lado estiveram.

                               Júlio tem em sua essência uma simplicidade e uma serenidade gigantesca. Um estudante de direito que teria um ótimo futuro, vem a se perder pelo cheiro de Eurídice. Ele mostra-nos quanta solidão viveu e sofreu. Sempre nos relatando como foram seus tempos de menino e como foi critica sua passada pela pensão de Dona Glória. Lins do Rego certamente nos passou como a solidão pode ser confortante, mas ao mesmo tempo insensível para conosco. O livro é marcado por três mortes que acontecem de formas diferentes. Mas tenha certeza que uma delas foi levada porque a solidão pairou sobre a cabeça deste jovem de nome Julio.

 

Serviços: Eurídice/ José Lins do Rego; 3 ed.- Rio de Janeiro: José Olympio, 1980

 



Escrito por Nathan Matos às 15h19
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 Assassinatos na Academia Brasileira de Letras

 

   Parece que está virando moda escrever livros sobre assassinatos não acham? Mas não creio que essa moda tenha atingindo Jô Soares. Assassinatos na academia brasileira de letras é um livro que não nos faz parar de lê-lo quando começamos em tal empreitada. Ao contrário de certos escritores (como Dan Brown) Jô não escreveu um livro para entreter-nos, mas sim para nos contar uma história bem contada e com uma certa pitada de humor. Sim, pitada. Porque realmente o livro me fez rir, mas infelizmente em três momentos. Mesmo assim o livro não perde a beleza da qual o Rio de Janeiro dispunha na década de vinte.

   Devo ressaltar que o autor de tal livro nos engana muito bem, quando pensamos saber quem vem a ser o assassino de tais imortais. Com certeza eu não teria desconfiado da pessoa certa, se minha curiosidade de ler sempre as últimas palavras de todo livro fosse tão grande. (Tenho essa mania de sempre ler as ultimas palavras finais dos livros)

   Por coincidência, uma coisa na qual nosso policial não acredita, eu vim a descobrir quem era o assassino. Venhamos e convenhamos, Machado Machado, o policial que cuida do caso dos mortos imortai,s não acredita na coincidência, mas o modo como ele descobre tais pistas para chegar até o assassino é, sinto em ter que dizer isso mas, coincidência.

   Devo confessar que nos três livros lidos por mim de Jô Soares: O xangô de Baker Street, Quem matou Getulio Vargas e Assassinatos na academia brasileira de letras, devo dizer que o que mais gostei foi o no qual Sherlock Holmes participa, o do xangô.

   O livro é agradável de se ler, apenas às vezes temos que ir até o dicionário, o que é bom. Porém só fiz elogios, mas acho que deveria ter sido mais rude. Infelizmente não sou bem a pessoa certa pra falar de Jô Soares, mas mesmo assim existira momento do livro que achei uma literatura fraca. Não pelo que ele nos fornece sobre envenenamentos e sobre o Rio de Janeiro, mas porque creio que faltou algo de essencial em seu livro que não sei dizer.

   Acho que não devo mais falar sobre o livro, porque falar sobre livros que envolvem assassinos que sempre tentamos descobrir, é um pouco ruim de comentar sobre tais. Mas creio que Jô tenha pecado em algo. Colocar o velho clichê de um casal e que descobrem juntos toda a trama. Ele poderia ter sido maior do que isso e é tudo.

 

                                                                                                           por Nathan Matos

 



Escrito por Nathan Matos às 19h58
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O Eterno Marido

 

   Alguns dizem que o livro é um dos livros mais leves de Dostoievsky, sinceramente não acho assim tão leve. Certos críticos dizem que o livro não tem muitas questões filosóficas e existenciais, mas vos pergunto se um homem do subterrâneo  não é um homem com problemas filosóficos e existenciais. Para quem conhece o livro  Memórias do subsolo”, sabe muito bem do que estou falando. Veltchaninov é um homem do subterrâneo, entende-se então que ele tem problemas dos tipos aqui relatados sim.

   Dez anos após tendo deixado sua amante para trás, sem saber se estava realmente gravida ou não, ele tende a encontrar o homem que ele traiu. Este por sua vez aparece com uma criança. Veltchaninov sabendo que Pavlovitch, o homem traído, tem uma filha, logo consegue imaginar que aquela seria sua filha.

   A amizade que esses dois tiveram tempos atrás nos parece ter sido sincera para um lado. Quando eles voltam a se encontrar numa madrugada, em que nosso homem do subterrâneo não consegue dormir, finalmente Veltchaninov irá descobrir quem era o homem que o perseguia; ou como ele pensava, ele é quem perseguia este homem.

   Neste momento do livro, um suspense começa. A conversa entre os homens vai fluindo, o encontro acaba-se, e a partir daí a neblina fica pairando sobre o livro. Sim, uma neblina paira sobre as linhas do livro, porque Pavlovitch é um irônico, fazendo temermos se realmente ele já sabe de tudo ou não. O modo como as conversas entres os dois homens acontecem é de suma importância serem lidas com toda a atenção possível.

   Nosso querido Dostoievsky nos mostra alguns sintomas declarados por seu  homem do subterrâneo em Memórias do subsolo, como quando Veltchaninov geme pelo prazer, em sabermos que ele é totalmente melancólico e doente, e ele também possui o gosto pelo paradoxo que creio ser típico do homem do subterrâneo.

   Veltchaninov  tem Pavlovitch  como um “eterno marido”, mas depois vê que ele é sim um “tipo feroz”. Pavlovitch porém, declara-se como sendo um “eterno marido”. Posso terminar por dizer que este livro é sim uma leitura agradável de se ler e que em momento algum foi feito para nos entreter e sim, para aprendermos mais com os monstros que convivemos todos os dias. Assim dizia Veltchaninov:

                                “O mais monstruoso dos monstros é o que tem bons sentimentos”.

 

                                                                                                 por Nathan Matos

 

Serviço: Sem numero de ediçao, Editora Ediouro, Tradução de Mariana Guaspari.

*Devo dizer que o livro que li deste editora possui vários erros de escrita, portanto aconselho ler o livro publicado pela editora 34, com traduçao de Boris Schnaiderman, pois ele não nos deixa a desejar em suas traduções.



Escrito por Nathan Matos às 19h57
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Viver para contar

Viva e depois conte-as. Sobre o que estou falando? Memórias, falo de memórias. Viver para contar é o livro de memórias de Gabriel Garcia Márquez. Depois de muitos livros escritos, ele resolveu somente agora publicar suas memórias, logo agora que ele nos diz que está perdendo as lembranças, e que estas misturam-se com a realidade e os sonhos, acabando por não poder distinguir sobre realmente o que viveu. Um de seus irmãos mais novos disse a ele uma frase na qual ele concordou, e tive que concordar também, ele disse que memórias deveriam ser escritas antes de todos os outros livros, enquanto ainda tem-se suas memórias guardadas.

O livro começa quando sua mãe reaparece pedindo a ele que a acompanhe para venderem sua antiga casa. No momento em que Gabito a vê, quase não a reconhece. A partir daí Gabo começa a relembrar sua infância, onde estudou, os amigos que teve, dos professores que muito lhe ajudavam, não por tirar boas notas, mas por ter um aspecto diferente de todos para com os livros. O livro é cheio de idas e vindas. Em determinado momento ele está falando de sua vida, no outro como começou na sexualidade, no outro como entrou para o jornalismo, e o leitor que não estiver atento irá se perder com certeza em suas lembranças, que por sinal são muito interessantes.

Garcia faz vermos que existem fatos de sua vida que se misturam com seus personagens dos livros. Como em Cem anos de solidão, em que um dos Buendía fabricava peixinhos de ouro e no livro de memórias ele relata que seu avô também fabricava, são nesses momentos de "coincidência" que Gabriel já não sabe o que é realidade e fantasia.

O livro é de um aspecto intrigante, possui um conteúdo jornalístico, possui sua eterna ficção fantasiosa, mas mesmo assim o livro tido como de memórias, também não deixa de ser um romance. Realmente Gabriel Garcia Márquez é com certeza um dos melhores no que faz.

por Nathan Matos



Escrito por Nathan Matos às 18h13
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Dom Casmurro

 

Uns dizem que fora traído, outros alegam que não. Mas na realidade o que Machado de Assis quis e ainda quer mostrar-nos é a essencial ambigüidade que estrutura o texto.

Dom Casmurro assim alcunhado por um vizinho que sempre lê uns versos para ele dentro do trem, resolve escrever sobre a história da sua vida. Capitolina, tida por José Dias como uma moçoila possuidora de um olhar oblíquo e dissimulado, vem a conquistar o coração do nosso fraco Bentinho. Sim, fraco. Capitu no decorrer do livro mostra-nos o quanto é fria, calculista e não tem nada de ingênua.

 

Na realidade, a história contada pelo nosso seminarista Bento Santiago, ou Dom Casmurro, não passa de uma história banal. O que importa realmente é o romance e não a história que é contada. (Temo que algumas pessoas achem que romance e uma história de amor, sejam a mesma coisa).

 

Pensava eu, que as histórias machadianas, fossem mais banais, porque sempre chegam até mim para falar de Machado como um escritor detalhista e etc. Pelo menos não noto neste livro, o que me fora dito. Porém o livro é marcado por ora, por algumas digressões no meio do livro. Casmurro conta sua história, mas as vezes interrompe-nos para que paremos de ler o livro, ou mesmo para que ele possa nos contar algo que tenha deixado passar sem que lhe percebesse. Machado torna-se para mim a partir de agora um ponto para pesquisa da literatura brasileira.

 

por Nathan Matos

 



Escrito por Nathan Matos às 17h32
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Fogo Morto

 

Mais uma vez Lins do Rego nos surpreende. Surpreende-nos pelo motivo de repetir os seus personagens nesta história, repete-os, mas de uma maneira silenciosa. No livro descobrimos três personagens que tem a “mania de superioridade”. O velho seleiro Amaro, diz que não leva grito de ninguém. Capitão Vitorino não baixa a voz nem mesmo para o cangaceiro Antônio Silvino e ainda temos um terceiro, que é o senhor de engenho, Lula de Holanda que possui uma mania de grandeza.

 

É relatado no livro a simplicidade e ao mesmo tempo a intelectualidade do povo do sertão. Mário de Andrade já dizia que os personagens mais cultos e de mais difíceis compreensão são as pessoas que para os cultos, não sabem de nada, são gente simples. Lins do Rego mostra-nos como o povo gosta das maneiras dos cangaceiros ao invés de preferirem aos praças, os policiais, primeiro porque  os cangaceiros respeitam as famílias, tiram dos grandes para darem aos pobres. E o batalhão que vem para o sertão para acabar com os cangaceiros, leva tempo em prender inocentes e sempre chicotea-los em vez de prender os cangaceiros. José Amaro, homem de fibra que vive em sua casa na terra do senhor Lula de Holanda, que com o passar dos anos vai ficando meio aluado, vive com sua mulher e filha.

 

Os personagens que vivem no livro já são conhecidos pelos leitores de Lins do Rego, e as personalidades de alguns novos personagens lembram-nos outros de outros livros seus.

 

Temos na imagem do Mestre José Amaro, um homem solitário, perdido em seu tempo, tido como lobisomem por andar a noite. Pela primeira vez faltam-me palavras para um livro de Mestre José Lins do Rego. O que foi dito por mim aqui não tem muita importância. O que importa no final da leitura deste livro, é tentarmos  descobrir por que Mestre Amaro, crava-lhe no peito, uma faca. Diz adeus ao seu mundo, a sua terra, deixando poucos chorosos em seu leito. Este seleiro que visou o tempo todo não perder tempo com vida alheia e de sempre estar carrancudo, era alvo de sua gente. Tratado por alguns como assassino, tendo até sua própria mulher com medo de si. Amaro, não se suicida, ele é “assassinado” incompreensivelmente pelos seus, tendo em vista no final que ele já não vos pertencia, sendo agora somente de sua terra.

 

por Nathan

 



Escrito por Nathan Matos às 18h42
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 OBSERVAÇÕES SOBRE O SENTIMENTO DO BELO E DO SUBLIME

 

Primeira Seção: Objetos Diferentes do sentimento do belo e do sublime

Kant manter-se-á como observador mais do que como filósofo, neste ensaio. Provêm de das diferentes sensações de contentamento as satisfações de alguns homens sentirem intensa repugnância que alguém sente por algo de todo indiferente a outra pessoa.

Kant nos fala em um sentimento refinado, este sentimento é no qual pode-se desfrutar mais demoradamente sem saciedade e prostração é de dupla espécie: o sentimento do sublime  e do belo.

A noite é sublime, o dia é belo. O sublime comove, o belo estimula.

O estado do sublime se ramifica em três estados podemos dizer assim: terrível, nobre e o magnífico. Por exemplo, uma longa duração do tempo é sublime. Caso pertença a um tempo passado, é nobre;

Antevista num futuro imprevisível, possuiria em si qualquer coisa de terrível.

O sublime precisa ser simples, o belo pode ser adornado. Já consegue notar-se alguma diferença entre estes sentimentos? Podemos dizer que o sublime é sério como um adulto de idade avançada e que o belo possui traços joviais.

 

Segunda Seção: Qualidades do sublime e do belo no homem em geral

“Na natureza humana, jamais se encontram qualidades louváveis sem que, ao mesmo tempo, suas anomalias nos conduzam através de infinitas variações , até a mais manifesta imperfeição.”

Neste comentário, ele fala, das qualidades morais, que na medida em que se unem a virtude, tornam-se nobres. Ele nos diz também que a compaixão é benigna, mas todavia, fraca, e sempre cega. Esta compaixão que nos faz participar do destino de outros homens. Ela é fraca, por que Kant supõe que este sentimento nos conduz a ajudar um necessitado, mas ficamos assim em débito com outro homem, privando-nos da condição do dever da justiça. E fala mais, fala sobre a benevolência, a amabilidade, fala sobre a importância dos sentimentos de honra que vem a ser um sentimento refinado.

“A verdadeira virtude, só pode ser engendrada na consciência de um sentimento que vive em cada coração humano...”

Kant irá relatar-nos sobre os estados de espírito do homem; melancólico, sangüíneo e colérico. Definindo os três nesta segunda seção, faz com que no final da leitura observemos que somos um pouco de cada estado de espírito que ele mostra. E ele termina a seção dizendo:

“Fazemos injustiça uns aos outros, quando nos desembaraçamos de alguém que não vê o valor ou beleza daquilo que nos comove, alegando que não compreende”.

 

Terceira Seção: Diferenças entre o sublime e o belo na relação dos sexos

Kant vêm nos falar como diz o título da seção, entre homens e mulheres, onde a mulher possui um sentimento por tudo que é belo. Gracioso  e adornado. A mulher é sensível a tudo que possa vir a produzir asco. Kant diz que desde muito cedo a mulher possui um sentido de decência, enquanto o homem ainda é deselegante e intratável.

A mulher é quem faz com que o homem torne-se mais refinado, para que assim ele venha à aproximar-se dela.

A mulher sabe que os homens são fracos diante da atração natural de uma mulher. Ele diz que o grande conteúdo da ciência feminina é o homem. E que sua filosofia não consiste , observar bem, em raciocinar, mas em sentir. Ele crê que a mulher quer sempre estar bela ao invés de ter que pensar, deixando esta parte nobre ao homem. Diz que : “a mulher pode sentir-se embaraçada por ser desprovida de grandes idéias,mas que para ele basta ser bela que já agrada.” .

Fala que a velhice é a grande devastadora da beleza, tudo deve correr conforme a ordem natural, as qualidades sublimes e nobres devem pouco a pouco tomar o lugar das belas, fazendo  com que ao envelhecer, deixemos de ser objeto de amor, mas que nos tornemos cada dia mais dignos de um grande amor

 

Obs: Na quarta seção deparo-me com o racismo e o preconceito de Kant para com os “selvagens” da América. Mesmo sendo ele quem é, e levando em consideração o tempo em que viveu, creio que ele como grande pensador não deveria pensar horrivelmente assim. Falando mal das religiosidades dos negros e não levando nada em consideração destes.

Fora isso a leitura do livro é muito boa.

 

 por Nathan Matos



Escrito por Nathan Matos às 20h44
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 O Código da Vinci

 

O assunto do livro é religião, envolvendo sociedades secretas, censura de conhecimento e uma nova versão para a vida de Jesus Cristo. As personagens principais são Robert Lagdon, professor de simbologia e Sophie Neveu, criptógrafa da polícia francesa. Os dois se envolvem na morte do curador do Louvre Jacques Sauniére e através de pistas que a vítima deixou, os protagonistas vão descobrindo um segredo guardado há cerca de dois mil anos através de mensagens indiretas colocadas em obras de Leonardo da Vinci.

Mas, o que dizer sobre o livro? Acho que a palavra entretenimento seria a mais adequada, assim como é para Sidney Sheldon e outros escritores desta ramificação. O livro de Dan Brown nos traz interessantes informações desconhecidas pela maioria do publico que foi alvo deste livro. O livro é realmente uma aula de arte e informações interessantíssimas, falando sobre Opus Dei, Vaticano e Priorada de Siao. Temo porem, que este tipo de literatura venha a ser a mais escolhida entre muitas pessoas. Vê-se que Dan Brown assim como outros escritores conseguem manter o suspense num ritmo frenético. Fazendo os capítulos do livro serem pequenos para nos dar a impressão que estamos lendo rápido. Realmente lemos rápido por saber quem esta a fazer o que. Mas, longe de mim parecer pretensioso, em determinados instantes do livro é capaz de saber o que vai acontecer antes mesmo do escritor mencionar. Sendo eu um fã incontestável de Sir Arthur Conan Doyle, um dos mestres do romance policial, tendo escrito as aventuras de Sherlock Holmes, não temo em dizer que Dan Brown está longe de ser um bom escritor assim como a maioria dos grandes mestres do suspense. O livro trata sobre o que muita gente já ouvira falar, o Graal, o que vem a ser o Graal,Dan Brown nos diz, onde eles está escondido, isso ele também nos diz. Mas lembre-se de que isso é ficção. Não enlouqueça em busca do que muitos outros na realidade já buscaram e morreram tentando.

Acho ate interessante milhões de pessoas no mundo terem lido este intrigante livro de Dan Brown, mas vejamos, existem outros milhões de livros que falam sobre o que ele relata no livro de uma maneira mais verdadeira, digamos assim. Infelizmente tenho provas de que a população acharia estes tipos de livros sacais, mas acho que sejam assim para eles somente por que ao é contado como uma historia da carochinha.

Ora meus amigos, Dan Brown escreve, isso é fato, mas nem sempre os best-sellers são livros ótimos. Uma vez disseram-me que um best-seller é o mesmo de clássico, felizmente consigo distinguir entre um clássico da literatura mundial e best-seller de Dan Brown.

E tenho dito. 

 

por Nathan Matos

 



Escrito por Nathan Matos às 13h58
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Cem Anos de Solidao

 

O que dizer de um livro que dizem ser a melhor novela espanhola depois de Don Quixote? Eu, um mero mortal jamais irei ousar denegrir a imagem de um ser como Gabriel Garcia Marquez. Esplendido, primoroso, magnifico, lindo, a poesia em fabula. Márquez realmente mereceu o nobel de literatura. Li apenas dois livros seus, mas vejo que este homem é um escritor que não deve ser esquecido jamais. So tenho elogios para com este autor.

Ele nos leva a um mundo soberbo, onde “o tempo não passa, ele gira em circulos”, como dizia Ursula.

Neste conto miraculoso de Gabriel, temos mortos que vivem, chuva de flores amarelas, borboletas que dizem quando alguem irá aparecer, temos o conhecimento do esbanjamento, guerras, chacinas, esquecimentos de uma populaçao toda,  temos o final da estirpe de um familia que de acordo com o velho cigano Melquiades so poderia ter passado pela Terra, apenas por cem anos de solidao, onde o primeiro dos Buendia morre debaixo de um castanheiro e o ultimo morre comido por formigas carnivoras.

Márquez me mostrou como um mundo das fabulas é bonito e tao ficticio que as vezes nos faz querer migrar para esta terra longiqua que este grande “conto de fadas”.

Não posso relatar partes do livro, porque esta familia dos Buendias nos atrapalha com seus nomes sempre iguais e com estorias de que depois de lido o livro não sabemos quem é quem e se realmente todos não são apenas um...

Realmente não tenho o que falar, só posso elogiar, faltam-me palavras para relatar tamanha grandeza passada para mim nesta poesia de Gabriel Garcia Márquez.

Fica aqui dito que a pessoa que morre sem conhecer a “poesia fabulosa”  Gabriel Garcia Márquez merece voltar à vida para le-lô.

 

por Nathan Matos

 

 



Escrito por Nathan Matos às 20h08
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O Sorriso do Lagarto

 

Vou tentar ser bem critico desta vez. O livro de João Ubaldo, O sorriso do Lagarto, não vem a ser para mim uma inovação. Acho o livro comprido por demais, apesar de certos momentos o autor ter que dedicar a esquivar de algumas partes da historia para tentar deixar mais surpreendente.

O livro nos expõe fatos interessantes, como o respeito que o homem tem que ter com Deus, que é questionado no livro, a religiosidade versus a ciência,  aborda em certo tempo com Nemesio, um homem que me chamou muita a tenção, no momento em que ele fala da ignorância das pessoas, e em outro momento que ele fala sobre o respeito para com os negros, por ele achar que nem eles mesmos respeitam-se, acham ruim quando faltamos com respeito a eles e dizem que é logo racismo.

Também nao poderia deixar de lembrar que ele faz uma critica ferrenha à burguesia, mostra como os ricos vivem em praias paradisiacas, e tem mais existe um homossexual que so faz ato sexual com seu pistoleiro amigo e vive dizendo que nao gosta de homossexual, pode um negocio desse?

Acho que o livro deveria ter tomado o rumo da historia que para mim deveria ter sido principal e não a secundaria, que fala sobre mexer em embriões, mudança de DNA e etc.Se bem que falar sobre a burguesia, olhando de outra maneira, é sempre bom falar contra ela. Mas Ubaldo preferiu nos mostrar mais sobre o peixeiro que era formado em biologia e que nunca veio a fazer nada em sua vida, tanto é que no momento em que ele deseja fazer algo, tiram-lhe o sopro da vida.

Quando ao titulo do livro juro que minha ignorância não deixou entender por que este nome, O sorriso do lagarto, pois o lagarto aparece três vezes em todo o livro com que significado, juro não saber, o padre Monteirinho também o vê no final do livro e fica angustiado como ficara João Pedroso, personagem principal de toda narrativa, e com medo ao mesmo tempo, mas para mim ficou incompreensível.

João Ubaldo perdeu para mim um pouco o rumo de sua própria historia.

 

por Nathan Matos

 



Escrito por Nathan Matos às 17h06
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Vila Real

 

“Quem somos? Somos choros plangentes, somos as esmolas das almas dos mundos das misérias das incertezas.”

Não sei bem o que falar sobre a beleza estonteante desta obra chamada Vila Real. Não sei por que João Ubaldo Ribeiro não é lembrado em provas de vestibular e rodas de conversa sobre literatura. João é um marco na historia do romance nacional. Argemiro, personagem principal de sua obra tem que ter lugar ao lado de Fabiano de Vidas Secas, e ao lado de Deodato em Grande Sertão Veredas.

Um homem que fora expulso de sua terra com seu povo, sem saber, guerrear, aprende e vai à luta para poder pertencer à sua terra novamente. Um homem como Argemiro, sem formação, mas que ao mesmo tempo teve sim formação na vida através de seu pai. Argemiro não perde para nenhum homem filosófico.

Não sei como adjetivar esta obra que me fez pensar mais uma vez na minha existência. Por que é isso que Argemiro nos faz pensar, temos que lutar pela vida e pela morte, pois a vida é pela morte, e a morte é pela vida.

João Ubaldo Ribeiro mais uma vez faz com que nos surpreendamos pelo raciocínio da narrativa. Temos que ser leitores assíduos deste monstro brasileiro que tornar-se-á lembrado por muitos, infelizmente quando vier a padecer, pois no Brasil gostamos de lembrar dos mortos. Ubaldo é um dos melhores contemporâneos na América Latina. 

Termino por dizer que não podemos deixar de esquecer Ubaldo como um dos maiores de todos os tempos no Brasil.

Quem quiser ver a magnificência desta obra, não perca tempo, leia, que com certeza ira se arrepender de não ter lido antes.

 

por Nathan Matos

 

 



Escrito por Nathan Matos às 16h52
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Ninguém escreve ao Coronel

 

Esta é a segunda obra de Gabriel Garcia Márquez, e a primeira lida por mim, que dá inicio ao ciclo de Macondo.

Gabriel escreve de forma simples, não simplória. Um modo de escrever acessível a todos os tipos de leitores. A história é simples e não se alonga muito. Um coronel reformado que espera pelo pagamento de sua aposentadoria todas as sextas-feiras, quando a correspondência chega de lancha. O homem vive com sua mulher asmática e com um galo de briga que pertencera a seu filho.

Márquez em determinados momentos pode fazer com que pensemos em ter pena do velho casal, sentimento este que acho ser o pior entre todos os sentimentos, mas vemos realmente quem são os culpados pela mazela dos velhos. Quem são?

Mais uma vez, somos nós, seres capitalistas que aqui jazem neste planeta imundo.

Para alguns críticos é a mais demolidora critica à burocracia feita desde Gogol.

O livro é emocionante apesar de ser pequena sua narrativa, mas o texto é totalmente denso, apesar de já ter dito que é simples. O modo como Garcia termina o livro surpreendeu-me com uma enorme gargalhada e acho que teria dado a mesma resposta que o velho coronel.

Por terminar adianto-me em dizer que Gabriel Garcia Márquez não pode faltar em qualquer biblioteca que seja e termino com uma frase que me pareceu mais um aforismo:

“A ingratidão humana não tem limites”.

 

por Nathan Matos

 



Escrito por Nathan Matos às 22h03
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Água-mãe

 

“A inteligência dera ao homem o germe da sua destruição, separando o corpo da alma.”

Declarado o melhor romance de 1941, volto a aplaudir meu querido Lins do Rego. Tendo lido Riacho Doce ,que achei ser o seu livro mais fraco, Lins do Rego aparece depois com esta beleza de obra.

O romance intercala as ações quem acontecem em três famílias de classes sociais diferentes, mas ao mesmo tempo fazendo com que as três unam-se em uma só. Como eu já havia falado na resenha sobre Riacho Doce, não é um personagem principal que faz sua história e sim a coletividade entre os personagens.

Álvaro Lins acha que o personagem principal venha a ser o Destino. Não discordo, porém não posso deixar de dizer, que para mim, que o mistério que se esconde por trás da Casa Azul vem a ser algo que não podemos deixar por esquecido.

Rego mais uma vez vem tratar da morte, almas que aparecem à quase todos. Parece-me que ele tinha alguma ligação com espiritismo, não afirmo, suponho.

Após anos em ruína, esta casa que fora maltratada pelo tempo e que não perdera a imponência foi comprada por uma família rica do Rio, os Mafras. Logo quando chegam os engenheiros para verificarem o estado da casa, os viventes de ali perto dizem que vão novamente mexer com a morada do diabo.

As três famílias ocorrem dissabores enormes. Aqui Lins do Rego traz a tona pela primeira vez um jogador de futebol, Joça. Vindo de família humilde, como costumam dizer, ele consegue atingir seu apogeu em pouco tempo por ter sido levado ao time do Fluminense por um dos Mafras. Em menos de dois anos atingira a seleção, mas em apenas dois anos ele pudera usufruir de seu talento.

Mortes acontecem nas três famílias. Paulo Mafra um escritor chama atenção por escrever um livro que a sociedade vê de forma diferente da que ele queria que fosse visto. E o modo como ele quer trazer tudo que tem em sua imaginação à tona é esplendido.

Termino aqui, não alongarei-me em falar mais sobre o livro pois este mesmo é de uma excelência indiscutível.

 

Água-Mãe/ Jose Lins do Rego;9a Ed.-Rio de Janeiro: J.Olimpyo

 



Escrito por Nathan Matos às 21h59
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